terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Ídolos

Eu também quero falar do Ídolos de ontem à noite. Não sou grande apreciadora e por isso não costumo ver o programa regularmente, por isso não segui o percurso de cada um dos concorrentes e devia ser das poucas pessoas neste país que a cada segunda feira não sabia quem tinha sido expulso na noite anterior nem falava disso sequer. Mas ontem (tal como algumas outras vezes esporádicas) vi uns momentos da gala. E tenho a dizer que a Diana canta que se farta e merece ganhar aquilo tudo. No entanto o ponto alto do programa de ontem foi outro. E não, para mim não foi a queda do Pedro Abrunhosa, para mim foi toda a reacção tão espontânea do apresentador, logo em seguida. Desde as palavras mal medidas ao salto à Batman de cima do patamar que tinha praí uns estonteantes 20cm de altura... (ora procurem no youtube) :o) 

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Dia dos Namorados



E também nunca gostei do Dia dos Namorados, esse em que toda a gente de repente se lembra de que faz falta dizer ou fazer algo especial ao seu parceiro, ainda que nos outros 364 dias tal coisa nem lhe passe sequer pela cabeça. Que dizer da originalidade tão grande que é o jantar à luz das velas, o fim de semana passado fora, a lingerie, o peluche ou almofadinha do "amo-te", a massagem a dois, os bombons e as rosas vermelhas, no meio dos outros 537 casais que estão ali ou noutro lado a fazer exactamente a mesma coisa e pelos mesmos motivos? Tão bonito, tão romântico, tão...cliché. Quase que diria piroso. 
Um pouco mais até do que os grupos de solteiros (eles e elas) que neste dia acham importante juntar-se todos e ir consolar no colo uns dos outros e numa garrafa de bom vinho a triste sorte ou o maravilhoso azar que é o destino não os ter emparelhado até à data com ninguém que valha a pena. Porque não fazê-lo também no Dia da Mãe, por exemplo, juntar todas as moças que ainda não foram agraciadas pela maternidade num agradável convivío, para mostrar ao mundo que são felizes sem filhos? Ou os estrangeiros residentes no nosso país organizarem uma manifestação no 10 de Junho, dia de Portugal, para não se sentirem tão sós e excluídos, também podia ser.
É por isso que nunca comemorei coisa nenhuma no dia de S. Valentim, nem tenciono vir a fazê-lo nunca, seja solteira ou comprometida. Para mim o dia 14 de Fevereiro vai ser sempre um dia banal, tão bom como qualquer outro para surpreender alguém com um gesto romântico ou dizer-lhe o quão especial é para mim.  

Carnaval



Nunca fui grande adepta das festividades carnavalescas. Em criança nunca gostei muito de me mascarar, fi-lo apenas enquanto foi "obrigatório" para a escola, e sempre detestei as brincadeiras com balões de água, farinha, ovos, bombas de mau cheiro e outras que tais. O que eu gostava mesmo era de me rir ao ver as figuras dos outros nos simples e improvisados desfiles pelas ruas e ir com os suspeitos do costume tocar às campainhas ou ligar para números de telefone aleatórios para dizermos parvoíces, mas a verdade é que para isso não era preciso ser Carnaval.
Acontece que hoje em dia gosto ainda menos. As brincadeiras deixaram de fazer muito sentido à medida que o tempo foi passando e os desfiles passaram a ser iguais onde quer que seja, corroendo a originalidade de cada um e as ténues tradições que aindam perduravam e que, na minha opinião, eram o único por que valia a pena este dia. Mais confesso que me faz uma certa confusão que se gastem milhões numa comemoração deste tipo, se é que se pode chamar-se-lhe uma comemoração, e que em pleno Inverno se apresentem, entre outras coisas sem sentido, mulheres semi-nuas a abanar-se ao som de ritmos latinos, como se desfilassem no sambódromo debaixo de 30 graus. E não é que eu faça questão, mas aí sim, ainda deve valer a pena assistir a um Carnaval a sério uma vez na vida, no tal sambódromo. Ou em Veneza. Ou em algum lugar onde não o tenham adulterado de vez. 
Soy ciudadano del mundo
de una tierra sin fronteras,
sin más barreras que las que yo
siempre me auto impongo

Transito por ésta tierra
sin cotas ni condiciones
aunque pretendan contarle a usted
que no puede ser así

Podrán encerrar mi cuerpo
golpearme la fe, lastimarme el alma
podrán arrancarme la vida
pero no podrán atar mi pensamiento

Hay quienes cuentan que el miedo
siempre acaba en represiones
porque en el fondo quieren frenar
a lo que tanto le temen

Por más que quieran los hombres
poner límite a las cosas,
a las ideas y a la razón
nunca lo conseguirán

Será que la libertad
siempre está dentro del hombre
será que no puede haber prisión
para encerrar las ideas

 
(Alberto Escobar)

Tecnologias

Esta está a ficar uma casa muito moderna. Depois da máquina de lavar loiça foram os dois portáteis novos e o pacote internet + tv novo também... É muita tecnologia para um mês só!
E a mim só me ocorre para onde é que podia viajar com o preço de tudo...  :o)

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Ixu é xtupdo, ok?

Maltinha,

"El dix k voxes tm k fxer ixo amnh", por exemplo, para mim não é nada. "Voxes" não abrevia em nada "vocês", só faz com que demore mais tempo a descodificar a mensagem e se eu quisesse entreter-me com isso tinha ido para criptógrafa.  E mais informo que há por aí abreviaturas demasiado rebuscadas para alguém que, como eu, nem sequer pensa aderir ao acordo ortográfico.  

OST of my life

You're dangerous 'cause you're honest. You're dangerous, you don't know what you want. Well you left my heart empty as a vacant lot, for any spirit to haunt... You're an accident waiting to happen. You're a piece of glass left in a beach... Well, you tell me things I know you're not supposed to, then you leave me just out of reach. Who's gonna ride your wild horses? Who's gonna drown in your blue sea? Who's gonna ride your wild horses? Who's gonna fall at the foot of thee?
Well you stole it 'cause I needed the cash. And you killed it 'cause I wanted revenge. Well you lied to me 'cause I asked you to...Baby, can we still be friends?
Who's gonna ride your wild horses? Who's gonna tame the heart of thee?

U2 - Who's Gonna Ride Your Wild Horses

sábado, 30 de Janeiro de 2010

(...) Faço parte daquela geração confusa que foi para a Universidade a pensar (mas já na fronteira entre o pode ser que sim quase de certeza mas se calhar pode ser que não), que com um canudo na mão a vidinha já ficaria muito alinhavada. Os anos na Universidade trataram de rasgar toda essa esperança e andávamos ali sem perceber nem um bocadinho o que viria depois do adeus, facto que nos levava a empenhar tostões e afinco em drogas mais ou menos leves, sempre podia ser que a angústia passasse. O afastamento de casa e das conversas paternas era essencial para manter alguma saúde mental mas ainda assim a pressão crescia como uma sombra ao fim da tarde.
E a pressão continua aqui, irrequieta e à espera de nos engolir a todos mal se dê um passo em falso. E cresce bem e alimenta-se sozinha com a taxa de desemprego, orçamento de estado e o défice das contas públicas, corrupção, escutas telefónicas, decretos de lei.

A minha geração sabe o que isto é, conhece estes exageros, viveu histórias muito iguais, tem vários modelos gps pelas montras mas não lhe elucidam direcções, já não tem colos para chorar à noite, as cidades são demasiado grandes para ter amigos por perto e existe a falácia facebook para fazer de conta que não, não gosta de olhar para o talão do multibanco quando vai levantar dinheiro, não tem intimidade com certezas, a televisão mostra a qualquer momento que os edifícios esmagam trinta mil cabeças num instante, toda a gente conhece alguém que se deu mal com tudo isto e trabalha com pouca dignidade num call-center e mesmo assim morre de medo da miséria anunciada num e-mail com más notícias.

Estamos todos fodidos e cada um para seu lado a tentar respirar da melhor maneira.
Sai uma máscara de oxigénio para os estropiados da mesa três, por favor.


quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Obrigada pelas bolas de Berlim. Não consigo comer doze mas dividi com a malta. E hoje bem que fizeram falta, como em tantas outras vezes, para adoçar a boca em dias amargos. Não, não me apetece ouvir-te falar, cala-te por favor que não suporto ter de sorrir-te uma vez mais por bem parecer e hoje, se acaso te respondo como bem me apetece e tu mereces, acabam as coisas mal. Ainda digo alguma coisa que não quero dizer e tu, seguramente, não queres ouvir. Melhor que te cales já. Vai mas não vás. Que mistura de sentimentos. Quem se vai unir a mim nas reuniões intermináveis de reivindicações que nunca serão ouvidas? Revolucionar o mundo, uma pessoa de cada vez? Ouvir-me falar e consolar-me nos dias maus? Contar-me coisas em segredo e rir-se comigo de tudo? O trio fica desfeito. Incrível como no meio de tantos são poucos os que me vão fazer falta algum dia. Os que conquistaram o título de amigos. Desculpa ter-me caído uma lágrima, eram só para mais tarde. Também quero ir, para algum lugar que não seja aquele. E levar a P. também, o outro lado do triângulo, que agora passa a duo. A P. que é demasiado parecida comigo nas opiniões e nas reacções, excepto quando diz que os homens são todos iguais. Não são, e tu sabes que não. Em tudo o resto sabes que concordo e fico contente por nos entendermos tão bem e estares ali também naquelas nove horas. Pára de olhar para mim como se me visses pela primeira vez e por favor tira esse sorriso estúpido da cara, continuo a ser a mesma pessoa, mas vestida normalmente. Oh que falta de paciência a minha e que falta de modos os teus, tens noção? Eu oiço o que eu quiser e com o volume que quiser no meu carro. E se quiser canto, aos berros se for preciso. Quero lá saber das figuras ridículas, nem te conheço e daqui a dois minutos quando o semáforo mudar de cor não tenho de te ver mais. Não me grites ao telefone, estou farta de gritos e más palavras, e de sentir o peito rebentar todas as noites antes de ir dormir então nem te conto. Podemos só ter paz por favor? Pelo menos isso. Eu não precisava de mais do que um abraço e uma festa no cabelo. Espero que te corra tudo bem. Tenho saudades vossas, eu sei que não adivinham e eu podia simplesmente dizê-lo ou reivindicar um minuto da vossa atenção, mas não quero. Porque vocês a mim nunca tiveram de pedir esse tipo de coisas e eu continuo a achar que assim é que devia ser. Ainda assim obrigada por me teres ligado hoje só para saber como estou. E pela foto que me enviaste só para me fazer sorrir. Tenho saudades daquele focinho. Sim, fui eu quem pendurou ali o artigo sobre o código do trabalho, é crime? E ter o cacifo demasiado arrumado também? Azar, eu sou assim. Prendam-me, se quiserem, mais ainda. Não tenho nada para dizer, preciso só de descansar. 

terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Concertos

U2 estão mais que confirmados e os bilhetes comprados. Agora há ainda Gotan Project, Metallica, Muse e Mark Knopfler (pelo menos) a piscar-me o olho para este ano...

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Estou desejosa de que chegue a Primavera. Dias mais quentes, mais sol, menos roupa, mais luz, menos frio, dias maiores, menos chuva, mais céu azul, mais cheiros bons, mais ar livre, mais energia, melhor disposição... Enfim..aquilo que eu imagino, talvez demasiado idealisticamente, como o (re)começo de um ciclo bom.

Até lá, hibernar parece-me uma opção bastante tentadora.

A propósito da ida a Praga...



Eu nunca fui muito apologista do "o que interessa é participar". A frase é bonita e participar é obviamente importante, mas a mim sempre me pareceu que quem participa gostaria de ganhar, afinal de contas é esse o objectivo de uma competição.
A selecção portuguesa de hóquei em campo foi para os Europeus de Praga, que na verdade se disputaram em Nymburk, sem quaisquer expectativas. Só jogar e, sobretudo, ver jogar. O hóquei, como tantos outros desportos, não tem tradição no nosso país e por isso também não tem apoios ou condições para se desenvolver, por isso esperam-se apenas os mínimos como resultado, desde que as atletas dêem tudo em campo e aprendam algo de importante com a experiência. Não esquecerei por exemplo a cara de espanto do seleccionador Suiço quando um dia à noite lhe disse que em Portugal há cerca de 50 atletas femininas a practicar hóquei, em oposição às mais de 3000 deles. Ou que a nossa selecção faz cerca de 20 jogos por ano, ao passo que a deles (e as dos outros países participantes) mais de 100. São mundos diferentes e não vale a pena sequer compará-los...

Pessoalmente só posso dizer que a experiência de acompanhar profissionalmente uma selecção nacional a uma competição oficial fora de Portugal foi muito positiva para mim. Permitiu-me ver e viver as coisas de uma forma diferente e eu mesma aprender algo também.

Impressões? Praga, mesmo com um metro e meio de neve é uma cidade muito bonita, a rever algum dia em tempo mais quente e solarengo. Sair à rua com -19 graus é uma experiência algo complicada para mim, ainda que à minha volta as pessoas parecessem disfrutar desse frio "normal", esquiando, patinando no gelo ou simplesmente deixando-se ficar por ali. Sair sozinha para um passeio no meio de um bosque completamente vestido de branco até onde a vista alcança e mergulhado num silêncio absoluto, ainda que com esse frio de gelar sangue, tem algo de mágico. O comunismo, tal e qual como o imagino depois de ler e ouvir falar dele, veio-me à cabeça em dezenas de situações e pormenores, nomeadamente na arquitectura, decoração e rotinas diárias do centro desportivo onde vivemos e competimos estes 5 dias. De entre checos (os campeões), austríacos, dinamarqueses, italianos, russos, eslovacos e suiços fomos sem dúvida a comitiva mais animada da prova e, quem sabe por falta de pressão, a que mais disfrutou de todo o ambiente. Ouvir o "Highway to Hell" dos AC/DC 10 minutos antes do jogo com a selecção mais forte do grupo é assustadoramente apropriado. Ouvir uma claque gigante de austríacos a apoiar a sua selecção na bancada contra os zero portugueses presentes é só assustador.

Portugal ficou em último lugar na prova. Marcou apenas 3 golos e sofreu 49 (!). Não jogou bem e eu continuo a achar que, mesmo que participar seja importante, a glória fica é com os vencedores.
Mas ouvir tocar "A Portuguesa" e cantá-la "do lado de cá", no meio de uma multidão de estrangeiros em silêncio e de olhos postos em nós, é algo realmente emocionante... 


terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Sabe bem...

...alguém dizer-nos que aconteça o que acontecer vai gostar sempre de nós e da pessoa que somos. Principalmente quando sentimos o mesmo.

Obrigada!

República Checa aí vamos nós!

Depois de os nossos rapazes (que eu infelizmente não pude acompanhar desta vez) se terem ficado pelo último lugar na Polónia sendo destituídos do Trophy (que foi ganho pela Inglaterra) para o Challenge I, chegou a vez das senhoras. Ainda que eu prefira os jogos no Verão, quando são ao ar livre e em campo relvado, lá estarei para prevenir e tratar das lesões neste indoor. A ver que tal corre a coisa!




(clicar na imagem para aumentar)

domingo, 17 de Janeiro de 2010

O Terceiro Mundo

Há uns dias estava na fila das caixas da Sport Zone para pagar umas compras. Quando a senhora à minha frente estava a ser atendida acabaram-se as notas de 5 euros na caixa e a empregada teve de ir pedi-las - nao sei bem a quem - para poder continuar a fazer os trocos.
A dita senhora (cliente) desatou aos berros, que era inadmissível uma situaçao daquelas, que se via mesmo que estávamos num país do terceiro mundo. Entretanto olhava para mim em busca, pareceu-me, de alguma aprovaçao da minha parte, algum apoio e reforço das suas palavras, mas o mais que consegui dar-lhe foi um olhar incrédulo e depois de semi-desprezo.

Foi entao que dei por mim a pensar no ridículo da situaçao, um escarcéu daqueles por se terem simplesmente acabado as notas, como se essa nao fosse uma situaçao possivel de acontecer em qualquer parte do mundo...Sempre me irritaram as pessoas assim, acontece um imprevisto absolutamente normal e somos logo "do terceiro mundo" e "isto só neste país"...mas normalmente sao essas pessoas as primeiras a fazer de Portugal um país atrasado em relaçao a outros, nas mais diversas áreas, com a sua atitude mesquinha em assuntos bem mais graves e de extrema importância. E depois fiquei a pensar no tal "Terceiro Mundo"... Ora aqui está uma expressao que eu nunca entendi... ¿Mas afinal o que é ou onde fica o terceiro mundo? É a África? Sao os países pobres? É o quê afinal? ¿E porque é que nunca ninguém fala do segundo mundo? É que se existe o terceiro deve existir o segundo também, para já nao falar do primeiro!

Depois fui ver aqui e percebi tudo melhor, mas aposto que a maior parte dos que usam a expressao nao faz ideia da sua origem...é só "chic" dizer que somos terceiro-mundistas, como se elas pertencessem a outra galáxia...

Conversas (sur)reais variadas deste fim de semana

1

Empregado do McDonald's que tinha tatuado no braço esquedo "Sport Lisboa e Benfica" e no direito "E Pluribus Unum" e o símbolo do Benfica debaixo de cada uma das frases: - O que vai ser?
Rapariga: - Era um menu big tasty com extra queijo e bacon, batatas fritas grandes e um sundae de caramelo.
Empregado: - E a bebida?
Rapariga: - Uma coca-cola, mas só se tiver light...

2

H (que tem 3 anos): - Trouxeste bolos amarelos de Portugal?
Eu: - Hein??
G: - Sao pastéis de Belém!
Eu: - Ah...nao...desses nao trouxe...
H: - Ai é? Entao também nao te damos turrón!

3

Buscando pontos manualmente para espetar agulhas...

L: - Já alguém te disse que tens dedos sexuais?
A: - Desculpa????
L: - Sim, é que me estás a f*der as costas todas com eles!

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Conversas (sur)reais

Entre amigos discutia-se quem pagava a conta...

D (estendendo uma nota de 5 euros): - Aceita o dinheiro, eu quero pagar a minha parte!
R: - Não, eu convidei, foi por conta do meu aniversário, pago eu!
D: - Olha, desculpa mas assim vou ter de te apalpar...

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Broken hearts and stuff.

Talvez o que passou tenha sido o ano de todos os desamores. Bem, de quase todos, porque ainda houve quem conseguisse abrir caminhos novos por entre as velhas cicatrizes do coração. Ainda houve quem, depois da sua tempestade, tivesse encontrado a tão desejada calmaria ao lado de alguém. Ou sozinho, mas feliz. Mas os que sofreram por amor foram mais do que o padrão normal ou desejável, quando se trata das pessoas a quem queremos, e os dias passados a consolar-nos uns aos outros também. Ruiram relações de todos os tipos. De algumas sobraram boas migalhas, de outras o veneno mais amargo e de outras não sobrou nada, só o vazio e muitas memórias. As razões foram variando mas a dor foi comum. É sempre, embora nós achemos que a nossa é sempre pior do que a dos outros. Passaram-se noites em branco, dias sem comer, horas a chorar. Outras tantas a fazer perguntas sem resposta para dentro, a engendrar soluções para a dor ou desfechos diferentes para todo o desespero e aquela solidão, sentida até mesmo no meio de toda a gente. Sofreu-se, cada um à sua maneira, e até a raiva também teve os seus momentos de protagonismo. E o tempo foi passando...Com cuidado lamberam-se as cicatrizes, desenharam-se sorrisos sempre que foi possível, reaprenderam-se coisas que tinham ficado esquecidas ou que há muito não faziam falta, reencontraram-se forças, paz e muitas qualidades perdidas dentro de cada um. No fundo descobriram-se algumas pessoas novas e redescobriram-se as de sempre, de uma forma diferente. Também se experimentaram coisas novas, muitas!, porque o sofrimento pede mudança, e surgiram actos e conversas inconfessáveis.

Todos sobreviveram.

E aqueles que sabem ser parte deste post sabem que sobreviver(mos) foi o melhor que podia ter acontecido.

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

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Pior do que um dia mau é ter dois seguidos e o segundo ser mil vezes pior que o primeiro....